O processo «Apito Dourado» poderá ter
novos arguidos. O Jornal de Notícias
avança na edição deste domingo que podem
ser feitas mais detenções nos próximos
tempos. A cinco meses do fim do prazo
para ser deduzida a acusação, a Polícia
Judiciária admite estar a investigar
outros árbitros e dirigentes
desportivos.
Ainda de acordo com o mesmo
jornal, os novos casos estão
relacionados com as primeiras detenções,
realizadas em Abril. Envolvem vários
árbitros e dirigentes de clubes da Liga
de Honra.
As acusações apontadas ao
presidente do Futebol Clube do Porto,
Pinto da Costa, indicam casos de
corrupção para a alteração da verdade
desportiva. A PJ e o Ministério Público
terão conseguido chegar a estas
conclusões na sequência de escutas
telefónicas realizadas a dirigentes do
futebol nacional, nomeadamente o próprio
Pinto da Costa, Pinto de Sousa e
Valentim Loureiro.
MP diz que António Araújo
organizava orgias
As medidas de coacção impostas
pela juíza Ana Cláudia Nogueira a
António Araújo são reveladoras da
importância do empresário no processo.
Alegadamente, de acordo com o jornal
24 Horas, o empresário organizava
festas e orgias com árbitros que
favoreciam o FC Porto.
Daí a proibição imposta ao
empresário de frequentar «casas de
alterne», onde supostamente organizava
as festas. Ainda de acordo com o mesmo
jornal, essa é a ilação a que chegam o
Ministério Público de Gondomar e os
inspectores da Secção do Porto de
Investigação da Corrupção e Combate à
Criminalidade Económica e Financeira, ao
tomar conhecimento, através de escutas
telefónicas efectuadas desde Abril.