Na linha dos presidentes que pensam e
agem como adeptos, António Oliveira deu
este domingo um bom exemplo de como não
deve comportar-se alguém com
responsabilidades num clube.
Por entre a agitação em Penafiel,
António Oliveira não resistiu a juntar a
sua voz à dos mais irados adeptos,
acrescentando tensão a um jogo que
estava a arder.
A partida de Penafiel esteve
interrompida duas vezes, foram
arremessados ao auxiliar diversos
objectos, entre eles uma garrafa e um
balde, e o jogo só terminou depois de
dez minutos de desconto.
António Oliveira comportou-se como
mais um adepto e esqueceu com ligeireza
aquela que era a sua função em toda
aquela confusão.
Há dias a UEFA obrigou a Roma a jogar
à porta fechada depois de uma agressão a
um árbitro.
Em Penafiel o balde não acertou no
auxiliar e por isso não houve sangue.
Aguarda-se com expectativa a decisão da
Comissão Disciplinar da Liga. Saberemos
enfim qual o ponto em que nos
encontramos nesta luta sem fim contra os
que não sabem comportar-se nos estádios.